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Semana Europeia da Vacinação
 
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Autor Mensagem
 
  Colocada: Wed Jul 28,2010 11:00:31 AM

Para reforçar, junto da população e dos profissionais de saúde, a importância da adesão ao Programa Nacional de Vacinação, Portugal aderiu, pela primeira vez, à Semana Europeia da Vacinação, organizada anualmente pela Região Europeia da Organização Mundial de Saúde, que lidera e coordena a iniciativa, contando com o apoio da Indústria Farmacêutica europeia.


A iniciativa deste ano, que decorreu entre 24 de Abril e 1 de Maio, teve por objectivo contribuir para a compreensão geral do valor das vacinas e da função preponderante da vacinação, no que diz respeito à protecção da vida, através da prevenção das doenças infecciosas em todas as faixas etárias, mas com principal relevo em idade pediátrica.


Estima-se que a vacinação das populações, em todo o mundo, permita salvar cerca de 3 milhões de vidas por ano e 750 mil crianças de incapacidade permanente devido a doenças infecciosas. Estes números demonstram a importância do contributo positivo que a vacinação presta, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, apesar do aparente aumento dos encargos para os sistemas de saúde.


Os benefícios económicos advindos da vacinação reflectem-se na diminuição do número de consultas médicas, tratamentos, hospitalizações e faltas ao trabalho, prevenindo, ainda, muitas mortes precoces e incapacidades e aumentando, consequentemente, a produtividade global.


Tendo contribuído positivamente para a erradicação de várias doenças, a inovação na área da investigação farmacêutica conduziu a que, nos últimos anos, se tenha produzido uma nova geração de vacinas, de aplicação profilática, que oferecem protecção contra um número cada vez maior de doenças infecciosas, como as vacinas contra o vírus do papiloma humano, a doença pneumocócica e outras. Pela primeira vez, o cancro pode vir a ser uma doença evitada por uma vacina.


Resultante do investimento frequente em investigação e desenvolvimento, as expectativas estão, agora, centradas na descoberta de vacinação contra doenças de grande impacto social, como a SIDA, a malária e vários tipos de cancro. O desafio permanente da indústria produtora de vacinas tem levado a um investimento acrescido nesta área. Só em 2008, verificou-se um investimento de mais de 2 mil milhões de euros nesta área, dos quais apenas 4% provenientes de fundos públicos.


Este investimento faz da Europa o maior produtor de vacinas, a nível mundial, uma vez que, das 5,2 milhões de doses que são produzidas anualmente, 90% são provenientes do continente europeu. Para além disso, a Europa tem um papel determinante no que concerne à investigação e desenvolvimento de novas vacinas, estando a decorrer, actualmente, 122 projectos.


A importância do Programa Nacional de Vacinação


As vacinas constituem a melhor protecção contra grande parte das doenças infecciosas, das quais podem derivar consequências graves para a nossa saúde, podendo ser, por vezes, mortais. A vacinação sistemática dos bebés conduziu a que, actualmente, não se conheçam casos de crianças com poliomielite ou difteria. Contudo, para evitar que estas e outras doenças voltem a aparecer, é necessário continuar a vacinar crianças e adultos, conforme as recomendações do calendário de vacinação nacional.


Este ano, completam-se 45 anos sobre o início do Programa Nacional de Vacinação. Desde o seu início, já foram vacinadas cerca de 10 milhões de crianças, bem como vários milhões de adultos, o que levou a que, hoje em dia, a taxa de cobertura de vacinação em Portugal seja superior a 95%, tendo-se “quase” erradicado doenças como o sarampo e a rubéola. A Direcção-Geral da Saúde apela à necessidade de manter estes valores, pelo que convém não esquecer que a protecção das vacinas recebidas na infância deve ser mantida. Assim, para os adultos, é fundamental repetir regularmente (a cada 10 anos) as vacinas contra a poliomielite, o tétano, a difteria e a coqueluche.


O recurso às estratégias de comunicação é importante para uma divulgação eficaz, junto da população, sobre as vantagens da vacinação e a qualidade, segurança e efectividade das vacinas, bem como dos riscos que podem advir da redução da cobertura do Programa de Vacinação, principalmente o reaparecimento de doenças actualmente controladas.


Os surtos de sarampo que se têm verificado em diversos países europeus, resultantes de coberturas insuficientes, comprovam os riscos da não vacinação e colocam em dúvida a concretização do objectivo da Organização Mundial de Saúde de eliminar o sarampo e a rubéola até ao final de 2010, na Europa. Em Portugal, são ainda declarados, pontualmente, casos de sarampo e de rubéola, doenças que tiveram um principal enfoque durante a Semana Europeia da Vacinação.


A propósito desta iniciativa da Organização Mundial de Saúde, a Subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas, reafirmou a importância da promoção dos programas de vacinação, indicando que “em Portugal, temos tido taxas muito boas de adesão à vacinação”, lembrando, no entanto, que “os programas de vacinação, quando correm muito bem, acabam por ser vítimas do seu próprio sucesso”, uma vez que “as pessoas deixam de ver as doenças e tendem a esquecer-se da vacinação, o que não é o caso de Portugal”, onde os profissionais e as famílias têm sido muito colaborantes.


De acordo com os mais recentes dados relativos à adesão ao Programa Nacional de Vacinação, a taxa de cobertura vacinal tem rondado os 96/97 por cento no caso das vacinas administradas no primeiro ano de vida e 94/95 por cento para as aplicadas durante o segundo ano de vida e entre os 5 e os 6 anos de idade, por isso, na opinião de Graça Freitas, o principal objectivo da adesão de Portugal à iniciativa do final de Abril foi o de “recordar a todos que o que conquistámos até agora foi muito importante”.


Graça Freitas adiantou, ainda, que as autoridades de saúde têm feito, regularmente, “campanhas de repescagem para pessoas que estão atrasadas na vacinação”, feitas para evitar o reaparecimento de doenças como o sarampo, alertando que “se abrandarmos a vacinação podemos vir a ter surtos”, como está a acontecer em Inglaterra e já aconteceu na Alemanha e na Áustria.


O último estudo sobre a imunidade relativa da população portuguesa às doenças prevenidas pela vacinação, no âmbito do Programa Nacional de Vacinação, decorrente de um inquérito elaborado nos anos de 2001 e 2002, demonstrou que a maior parte da população portuguesa está imunizada contra as várias doenças abrangidas pelo Programa, designadamente o tétano, a poliomielite, o sarampo e a rubéola.


 
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