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| Colocada: Wed Jul 28,2010 11:12:18 AM |
A crise financeira mundial não terá afectado drasticamente uma grande parte dos países africanos. Contudo, alguns economistas africanos afirmam que o continente poderá vir a sofrer danos avultados, quando os empréstimos e os investimentos do mundo industrializado diminuírem. Segundo estes economistas, as instituições financeiras africanas foram poupadas, até agora, do colapso dos mercados financeiros.
Para Wiseman Nkuhlu, chefe da Pan-African Capital Holdings, sediada em Joanesburgo, esta situação verifica-se devido ao facto de os bancos africanos não estarem envolvidos em empréstimos de alto risco, ao contrário do que se passa com os bancos europeus e norte-americanos: “os mercados financeiros dos países africanos não são tão sofisticados como os mercados nos Estados Unidos e na Europa, especialmente no que se refere aos empréstimos imobiliários, que estão por detrás da crise”.
Este tipo de empréstimos não é comum na maioria dos países africanos, mas isso, por si só, poderá não ser suficiente para impedir a turbulência nos mercados internacionais, podendo o índice de crescimento económico ser afectado, em mais de cinco por cento, em muitos países de África. Nas palavras de Nkuhlu, “esta crise é muito preocupante, porque pode resultar num aumento na relutância de risco da parte de bancos e diminuição do fluxo de investimentos para a região”, uma vez que os mesmos fluxos, que foram responsáveis pelos recentes níveis de crescimento elevados, poderão decair, se a crise continuar.
Como consequência da crise financeira mundial, poderão ser adiados projectos em larga escala na agricultura e em infra-estruturas, estando em causa alguns dos programas sociais com vista à melhoria dos sistemas de saúde, educação e do saneamento básico, em alguns países africanos. Mesmo assim, o economista sul-africano Wiseman Nkuhlu está confiante no empenho da parte dos países desenvolvidos em melhorar a qualidade de vida no continente africano, uma vez que “o relacionamento entre o mundo desenvolvido e a África tem amadurecido, alcançando um ponto onde as obrigações serão cumpridas, apesar das difíceis circunstâncias”.
Por outro lado, o presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, acredita que a crise financeira mundial tem muito pouca importância para o africano médio, uma vez que “a maior ameaça para a maioria dos africanos é a fome”, acrescentando que o montante de investimento que seria necessário para a alimentação e a criação de empregos em África é uma fracção do dinheiro que tem vindo a ser gasto para salvar algumas das instituições – principalmente, bancos – que sofreram fortes abalos com a crise financeira mundial.
Saiba mais sobre as consequências da crise económica em África, através deste http://www.democracia-aberta.com/democracia_forum/ver_topico.php?t=406
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