Ao longo do século XX todos, economistas ou não, fomos formatados numa concepção dos três grandes sectores da Economia: Primário (Agricultura, Silvicultura, Pescas e Indústrias Extractivas), Secundário (Indústria Transformadora) e Terciário (Serviços).
Também se firmou ao longo da segunda metade do século XX a ideia de que nas sociedades economicamente mais desenvolvidas os serviços seriam predominantes. É comum falar-se de uma sociedade de serviços.
O Turismo e as Actividades de Lazer foram-se revelando como sectores importantes. Nos últimos tempos e relativamente a Portugal, tem-se falado do Turismo como a vocação que nos sobra.
Por outro lado, tem-se desenvolvido uma imagem esfumada de uma sociedade do conhecimento. Como é que um país com um fraco nível de instrução se transforma numa sociedade de conhecimento alicerçada em tecnologias avançadas?
Só poderemos garantir os direitos e as certezas de que hoje usufruímos se estivermos dispostos a aceitar a adaptação permanente às novas realidades.
O regime democrático nascido após o 25 de Abril trouxe-nos benefícios sociais com que nos habituamos a viver. É o caso do que se convencionou chamar “Serviço Nacional de Saúde”, isto é, o direito a ter cuidados de saúde de forma universal e tendencialmente gratuita.
As propostas que se apresentam representam apenas a forma de garantir que esse direito aos cuidados de saúde se manterá no futuro dentro de um esquema de sustentabilidade financeira flexível e racionalizante da actividade dos prestadores de cuidados de saúde.
Este é um primeiro documento destinado a debate. As suas contribuições serão bem-vindas.